Com apenas uma "canetada" o Ministro Gilmar Mendes altera a lei do Impeachment


 O ministro Gilmar Mendes implementou diretrizes inéditas que mudam completamente o processo de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, tomada em 3 de dezembro de 2025, redefine quem pode solicitar o impeachment, aumenta o quórum de votação no Senado e impede o uso político do instrumento. O tema deve ser analisado pelo plenário da Corte.

🔷 1. Apenas o procurador-geral da República poderá pedir impeachment

Até então, qualquer cidadão podia enviar ao Senado um pedido de impeachment contra ministros do STF. Com a nova interpretação, somente o PGR passa a ter essa competência.
Segundo Gilmar Mendes, isso evita o uso político da ferramenta e garante um filtro técnico mais rigoroso.

🔷 2. Abertura de processo no Senado agora exige quórum de 2/3

A partir da decisão, o impeachment de ministro do STF só poderá avançar com 2/3 dos votos dos senadores, e não mais maioria simples.
A medida torna o processo mais robusto e reduz a possibilidade de abertura de investigações motivadas por pressões externas.

🔷 3. Mudança atinge pedidos apresentados por opositores

Nos últimos anos, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram diversos pedidos de impeachment contra ministros como Alexandre de Moraes.
Com as novas regras, esses pedidos perdem validade, já que não foram apresentados pela Procuradoria-Geral da República.

🔷 4. Divergências jurídicas não podem justificar impeachment

Gilmar Mendes reforça que discordâncias sobre decisões judiciais fazem parte da função interpretativa do Judiciário.
Assim, decisões impopulares ou polêmicas não configuram crime de responsabilidade, evitando que interpretações jurídicas sejam criminalizadas.

🔷 5. Lei de 1950 é considerada incompatível com a Constituição de 1988

O trecho da Lei de 1950 que autorizava qualquer cidadão a pedir impeachment foi considerado inconstitucional, por não ter sido adequado à Constituição Federal.
Segundo Gilmar, essa abertura indiscriminada estimulava denúncias motivadas por interesses partidários.

🔷 6. PGR assume o papel central na triagem de denúncias

A Procuradoria-Geral da República passa a ser responsável por avaliar, de forma estritamente jurídica, se existem fatos graves que justifiquem o início de um processo dessa magnitude.
Essa mudança reforça o caráter excepcional do impeachment de ministros do STF.

🔷 7. Ausência de ministros não pode ser suprida

O parecer acatado por Gilmar indica que afastar ministros do STF comprometeria o funcionamento da Corte, já que não existe substituição equivalente à vice-presidência, como ocorre no Executivo.

📌 Conclusão

A decisão de Gilmar Mendes estabelece um novo marco para o impeachment de ministros do STF.
O processo se torna mais restrito, técnico e protegido de influências políticas, reforçando a estabilidade institucional e a autonomia do Poder Judiciário no Brasil.

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